O Juiz de Paz da Roça


Martins Pena


I- Autor:

Luiz Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro, em 1815, e morreu em Lisboa, em 1848. Humilde de nascimento, estudou e aprendeu por conta própria o francês e o italiano. Desde cedo começou a escrever comédias, alcançando muito êxito com o apoio do maior ator da época, João Caetano. Ingressou na carreira diplomática, mas acometido de tuberculose, teve de regressar de Londres, vindo a falecer em Lisboa aos trinta e três anos de idade.

Suas comédias fazem rir ainda hoje, mostrando o ridículo dos tipos e uma crítica às vezes sutil e às vezes direta à sociedade de seu tempo. Além do valor literário, suas obras têm um grande valor histórico-social e artístico, constituindo-se no primeiro grande valor da nossa dramaturgia. Algumas de suas peças são as seguintes: O Judas em Sábado de Aleluia, O Noviço, Quem casa quer casa, Os Dous ou Inglês Maquinista, etc.

II- Enredo:

O Juiz de Paz da Roça se passa, logicamente, na roça e tem apenas um ato. Conta sobre Aninha e José. Aninha e José amam-se e planejam casar em segredo, mas José é capturado para tornar-se soldado contra a Revolução Farroupilha. Após algumas deliberações sobre as disputas locais entre os lavradores, o juiz ordena Manuel João, pai de Aninha, a levar José a manter-lhe em casa por um dia e levá-lo quartel a seguir (ninguém sabe do amor do casal). No meio da noite o Aninha e José fogem e casam-se em segredo. Após descobrirem o fato consumado os pais perdoam a jovem e vão até o juiz esclarecer o caso. O rapaz fica assim desobrigado de servir e a peça acaba com todos comemorando.