EDUCAÇÃO ARTÍSTICA & ARTE EDUCAÇÃO

 

Arte

 

           

A arte é a capacidade do homem de criar, transmitindo suas idéias, sensações e sentimentos, utilizando diferentes formas de comunicação.

            A arte desenvolve no ser humano a sensibilidade, a imaginação e a percepção, além de propiciar conhecimento artístico, apreciação e reflexão sobre diferentes culturas, podendo ser: visuais, musicais, simbólicas, teatro, dança, etc. A arte é toda manifestação cultural de um povo, correspondente à música, pintura, artesanato, dança, escultura, folclore, etc.

Também pode ser conceituado como: criação humana com valores estéticos (beleza, Equilíbrio, harmonia, revolta)
que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura.
É um conjunto de procedimentos que utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Se apresenta sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc. Pode ser vista ou percebida pelo homem de três maneiras: visualizadas, ouvidas ou mistas (audiovisuais), hoje alguns tipos de arte permitem que o apreciador participe da obra. O artista precisa da arte e da técnica para comunicar-se.

 

Tipo de Arte

Conceituação

Abstracionismo Estilo de pintura que não representa o tema de acordo com a realidade do artista no emprego das cores, formas e texturas.
Arquitetura Arte de projetar e construir diferentes tipos de construções, com espaços organizados para diversas atividades humanas.
Artesanato Arte de confeccionar peças e objetos manualmente ou sem o uso de máquinas sofisticadas.
Caricatura Arte de traços característicos e bem acentuados que representam pessoas ou situações de uma forma humorística.
Cerâmica Arte de fabricar peças com louças, vasos e estátuas em argila (barro), cerâmica e elementos minerais.
Concretismo

Arte caracterizada pelo uso de figuras geométricas e outras formas organizadas e não, originadas de modelos naturais.          

Escultura Arte com técnica de representar figuras em três dimensões (largura, altura, comprimento) esculpidas ou pela combinação de elementos.
Figurativismo  Arte em pinturas de objetos e figuras com formas naturalmente reconhecíveis.
Impressionismo Movimento artístico (séc. XIX) que tinha por base captar as impressões de luz, cor e forma, por meio de técnicas livres e pessoais de empregar os materiais de pintura, diluindo contornos e abolindo tons sombrios.
Modernismo Movimento de renovação artística (séc. XX). No Brasil diretamente está ligada à Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo no ano de 1922, com a participação de poetas, artistas plásticos e músicos, quando foram adotadas as raízes da cultura brasileira.
Mosaico Mosaico é um trabalho de decoração feito de fragmentos sem aparentemente nada em comum entre si. Estes cacos ou tecelãs - que podem ser de vidro, pedra, conchas, cerâmica, porcelana, etc - são colados em uma superfície sólida, deixando-se um pequeno espaço entre eles. Quando um mosaico está pronto obtêm-se uma identificação de sua unidade onde podemos reconhecer uma imagem ou um desenho abstrato. Esta técnica tem sido utilizada desde 3.500 AC para decorar e expressar os sentimentos humanos. É uma técnica maravilhosa onde se pode utilizar desde o mais simples até o mais luxuoso dos materiais. O mosaico sempre fascinou as pessoas e, com sua natural versatilidade, pode ser utilizado em uma vasta gama de objetos decorativos. Prático, bonito, resistente, durável, mágico, impressionante
Rupestre A arte rupestre ou parietal (pintura pré-histórica), caracterizada por pinturas encontradas, em 80% das vezes dentro de cavernas, representando desenhos rústicos de animais, pessoas e símbolos.
Expressionismo O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, "expressando" sentimentos humanos, movimento que caracteriza expressão de intensas emoções que denunciam os enfoques da vida social.

Pop

Pop Art é uma abreviação do termo inglês "popular art "( arte popular ). Não significa arte feita pelo povo, mas produzida para o consumo de massa.

Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.
Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras. 
Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade. 

 

 

Expressionismo

Movimento artístico que se caracteriza pela expressão de intensas emoções. As obras não têm preocupação com o padrão de beleza tradicional e exibem enfoque pessimista da vida, marcado por angústia, dor, inadequação do artista diante da realidade e, muitas vezes, necessidade de denunciar problemas sociais.
Iniciado no fim do século XIX por artistas plásticos da Alemanha, alcança seu auge entre 1910 e 1920 e expande-se para a literatura, a música, o teatro e o cinema. Em função da I Guerra Mundial e das limitações impostas pela língua alemã, tem maior expressão entre os povos germânico, eslavo e nórdico. Na França, porém, manifesta-se no fauvismo. Após o fim da guerra, influencia a arte em outras partes do mundo. Muitos artistas estão ligados a grupos políticos de esquerda.
Assim como a Revolução Russa (1917), as teorias psicanalíticas do austríaco Sigmund Freud, a evolução da ciência e a filosofia do alemão Friedrich Nietzsche o expressionismo está inserido no ambiente conturbado que marca a virada do século.
ARTES PLÁSTICAS –O principal precursor do movimento é o pintor holandês Vincent van Gogh, criador de obras de pinceladas marcadas, cores fortes, traços expressivos, formas contorcidas e dramáticas. Em 1911, numa referência de um crítico à sua obra, o movimento ganha o nome de expressionismo.
As obras propõem uma ruptura com as academias de arte e o impressionismo. É uma forma de "recriar" o mundo em vez de apenas captá-lo ou moldá-lo segundo as leis da arte tradicional. As principais características são distanciamento da pintura acadêmica, ruptura com a ilusão de tridimensionalidade, resgate das artes primitivas e uso arbitrário de cores fortes. Muitas obras possuem textura áspera devido à grande quantidade de tinta nas telas. É comum o retrato de seres humanos solitários e sofredores. Com a intenção de captar estados mentais, vários quadros exibem personagens deformados, como o ser humano desesperado sobre uma ponte que se vê em O Grito, do norueguês Edvard Munch (1863-1944), um dos expoentes do movimento.

Grupos expressionistas –O expressionismo vive seu auge a partir da fundação de dois grupos alemães: o Die Brücke (A Ponte), em Dresden, que faz sua primeira exposição em 1905 e dura até 1913; e o Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), em Munique, ativo de 1911 a 1914. Os artistas do primeiro grupo, como os alemães Ernst Kirchner (1880-1938) e Emil Nolde (1867-1956), são mais agressivos e politizados. Com cores quentes, produzem cenas místicas e paisagens de atmosfera pesada. Os do segundo grupo, entre eles o russo Vassíli Kandínski (1866-1944), o alemão August Macke (1887-1914) e o suíço Paul Klee (1879-1940), voltam-se para a espiritualidade. Influenciados pelo cubismo e futurismo, deixam as formas figurativas e caminham para a abstração.
Na América Latina, o expressionismo é principalmente uma via de protesto político. No México, o destaque são os muralistas, como Diego Rivera (1886-1957).
A última grande manifestação de protesto expressionista é o painel Guernica, do espanhol Pablo Picasso. Retrata o bombardeio da cidade basca de Guernica por aviões alemães durante a Guerra Civil Espanhola. A obra mostra sua visão particular da angústia do ataque, com a sobreposição de figuras, como um cavalo morrendo, uma mulher presa em um edifício em chamas, uma mãe com uma criança morta e uma lâmpada no plano central.
CINEMA –Os filmes produzidos na Alemanha após a I Guerra Mundial são sombrios e pessimistas, com cenários fantasmagóricos, exagero na interpretação dos atores e nos contrastes de luz e sombra. A realidade é distorcida para expressar conflitos interiores dos personagens. Um exemplo é O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene (1881-1938), que marca o surgimento do expressionismo no cinema alemão em 1919.
Filmes como Nosferatu, de Friedrich Murnau (1889-1931), e Metrópolis, de Fritz Lang (1890-1976), traduzem as angústias e as frustrações do país em plena crise econômica e social. O nazismo, que domina a Alemanha a partir de 1933, acaba com o cinema expressionista. Passam a ser produzidos apenas filmes de propaganda política e de entretenimento.
LITERATURA –O movimento é marcado por subjetividade do escritor, análise minuciosa do subconsciente dos personagens e metáforas exageradas ou grotescas. Em geral, a linguagem é direta, com frases curtas. O estilo é abstrato, simbólico e associativo.
O irlandês James Joyce, o inglês T.S. Eliot (1888-1965), o tcheco Franz Kafka e o austríaco Georg Trakl (1887-1914) estão entre os principais autores que usam técnicas expressionistas.
MÚSICA –Intensidade de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marcam o movimento na música. A partir de 1908, o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg (1874-1951), autor do método de composição dodecafônica. Em 1912 compõe Pierrot Lunaire, que rompe definitivamente com o romantismo. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó a dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem a critério do compositor.
TEATRO –Com tendência para o extremo e o exagero, as peças são combativas na defesa de transformações sociais. O enredo é muitas vezes metafórico, com tramas bem construídas e lógicas. Em cena há atmosfera de sonho e pesadelo e os atores se movimentam como robôs. Foi na peça expressionista R.U.R., do tcheco Karel Capek (1890-1938), que se criou a palavra robô. Muitas vezes gravações de monólogos são ouvidas paralelamente à encenação para mostrar a realidade interna de um personagem.
A primeira peça expressionista é A Estrada de Damasco (1898-1904), do sueco August Strindberg (1849-1912). Entre os principais dramaturgos estão ainda os alemães Georg Kaiser (1878-1945) e Carl Sternheim (1878-1942) e o norte-americano Eugene O'Neill (1888-1953).
EXPRESSIONISMO NO BRASIL –Nas artes plásticas, os artistas mais importantes são Candido Portinari, que retrata o êxodo do Nordeste, Anita Malfatti, Lasar Segall e o gravurista Osvaldo Goeldi (1895-1961). No teatro, a obra do dramaturgo Nelson Rodrigues tem características expressionistas.

 

EDVARD MUNCH (1863-1944)

Pintor norueguês cujos quadros e obra gráfica, tristes e angustiantes representações, baseadas em suas obsessões e frustrações pessoais, abriram o caminho para o desenvolvimento do expressionismo.

A sua obra mais conhecida é "O grito" (1893) que, junto com "Criança doente" (1881-1886), refletem o trauma que sofreu em sua infância quando sua mãe e irmã morreram. Esta obra é um exemplo dos temas que sensibilizam os artistas ligados a essa tendência.

Nela a figura humana não apresenta suas linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. A perturbação mental influenciou sobremaneira a vida de Edvard Munch.

Em 1890, Munch esteve internado durante dois meses em Le Havre (França) para "tratamento nervoso". Tratou-se também na Suíça, em 1900, e em Bad Elgersburg, Turíngia, cinco anos depois, onde foi diagnosticado como portador de grave neurastenia.

Ao pintar pela primeira vez O Grito, ele expressou (expressionismo) o seu cotidiano inferno interior e o mal-estar que a loucura lhe causava...

O gesto de Munch tapando os ouvidos (abaixo), foi posteriormente repetido por sua irmã Sophie, nos quadros A Mãe Morta e a Criança (1899) e A Mãe Morta e a Criança (1900).

"O Grito" - Edvard Munch

Óleo, têmpera e pastel em cartão, com 91x73,5 centímetros. A obra está na Galeria Nacional, em Oslo - capital do Reino da Noruega.

 

 

"Dispair" - Edvard Munch

 

 

Expressionismo abstrato

O termo é utilizado pela primeira vez nas artes plásticas em 1919 para descrever as obras de Vassíli Kandínski (1866-1944), russo radicado na Alemanha, responsável por levar o expressionismo para a abstração, com suas formas não-figurativas.
Depois, o expressionismo abstrato é associado a toda pintura abstrata baseada em formas não-geométricas produzida nos EUA nos anos 40 e 50, sob influência do surrealismo, do fim da II Guerra Mundial e da Guerra Fria. Os principais nomes são o holandês Willem De Kooning (1904-1997) e o norte-americano Jackson Pollock (1912-1956), que valorizam a expressão da individualidade e da subjetividade do pintor.

 

 

Abstracionismo

Tendência das artes plásticas desenvolvida no início do século XX na Alemanha. Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte. As obras abandonam o compromisso de representar a realidade aparente e não reproduzem figuras nem retratam temas. O que importa são as formas e cores da composição. Na escultura, os artistas trabalham principalmente o volume e a textura, explorando todas as possibilidades da tridimensionalidade do objeto. Há dois tipos de abstração: a informal, que busca o lirismo privilegiando as formas livres, e a geométrica, que segue uma técnica mais rigorosa e não tem a intenção de expressar sentimentos ou idéias.
Abstração informal – Recebe influência do expressionismo e do cubismo. Os artistas abandonam a perspectiva tradicional e criam as formas no ato da pintura, utilizando-se de linhas e cores para exprimir emoções. Em geral, o que se vêem são manchas e grafismos. O marco inicial da arte abstrata é Batalha, tela pintada em 1910 por Vassíli Kandínski (1866-1944), russo que vivia na Alemanha. Primeiro artista a definir sua arte como abstrata, ele leva o expressionismo para essa nova tendência. Outro importante nome da abstração informal é o suíço Paul Klee (1879-1940).
Após a II Guerra Mundial (1939-1945), a partir da abstração informal surgem outras tendências artísticas, como o expressionismo abstrato nos EUA e a abstração gestual na Europa e na América Latina.
Abstração geométrica –Ao criar pinturas, gravuras e peças de arte gráfica, os artistas exploram com certo rigor técnico as formas geométricas, sem a preocupação de transmitir idéias e sentimentos. Os principais responsáveis pelo início da abstração geométrica são o russo Malevitch (1878-1935) e o holandês Piet Mondrian (1872-1944). A partir de 1915, ao criar quadros em que figuras geométricas flutuam num espaço sem perspectiva, Malevitch inaugura um movimento derivado da abstração, chamado de suprematismo (autonomia da forma). Um de seus marcos é a tela Quadrado Negro sobre Fundo Branco.
Mondrian, que no início da década de 10 estivera próximo dos cubistas, entre os anos 20 e 40 dedica-se a pintar telas apenas com linhas horizontais e verticais, ângulos retos e as três cores primárias (amarela, azul e vermelha), além do preto e do branco. Para ele, essas formas seriam a essência dos objetos. O trabalho de Mondrian influencia diretamente a arte funcional desenvolvida pela Bauhaus. Da abstração geométrica derivam o construtivismo, o concretismo e, mais recentemente, o minimalismo. Na escultura, destaca-se o belga Georges Vantongerloo (1886-1965).
ABSTRAÇÃO NO BRASIL – A abstração surge com maior ênfase em meados dos anos 50. O curso de gravação de Iberê Camargo (1914-1994) forma uma geração de gravuristas abstratos, na qual se destacam Antoni Babinski (1931-), Maria Bonomi (1935-) e Mário Gruber (1927-). Outros impulsos vêm da fundação dos museus de Arte Moderna de São Paulo (1948) e do Rio de Janeiro (1949) e da criação da Bienal Internacional de São Paulo (1951). Entre os pioneiros da abstração no Brasil, destacam-se Antônio Bandeira (1922-1967), Cícero Dias (1908-) e Sheila Branningan (1914-). Posteriormente, artistas como Flávio Shiró (1928-), Manabu Mabe (1924-1997), Yolanda Mohályi (1909-1978), Wega Nery (1912-), além de Iberê, praticam a abstração informal. A abstração geométrica, que se manifesta no concretismo e no neoconcretismo também nos anos 50, encontra praticantes em Tomie Ohtake (1913-), Fayga Ostrower (1920-), Arcângelo Ianelli (1922-) e Samson Flexor (1907-1971).
 

O pintor russo Wassily Kandinsky foi o primeiro a abandonar toda e qualquer referência à realidade reconhecível em sua obra, e chegou a essa descoberta revolucionária por acaso. Em 1910, entrando em seu estúdio ao cair da noite, ele disse, "fui subitamente confrontado com um quadro de indescritível e incandescente beleza. Intrigado, parei para olhar. O quadro não tinha tema algum, não representava qualquer objeto identificável e era totalmente composto de manchas coloridas. Por fim, aproximei-me e. somente então, reconheci o que era - meu próprio quadro, virado de lado no cavalete ".

Essa revelação - de que a cor podia despertar emoção independentemente do conteúdo - animou Kandinsky a dar o audacioso passo para descartar todo o realismo. A partir de então, fez experiências com dois tipo de pintura: "Composições ", em que executou um arranjo consciencioso de formas geométricas, e "Improvisos", onde não exerceu controle consciente sobre a tinta aplicada espontaneamente à tela. Em cores de arco-íris e trabalho solto de pincel, Kandinsky criou pinturas absolutamente não-objetivas, com títulos como "Composição nº 2 ", tão abstratos como suas telas.

 

 

 

Impressionismo

Movimento das artes plásticas que se desenvolve na pintura entre 1870 e 1880, na França, no fim do século, e influencia a música. É o marco da arte moderna porque é o início do caminho rumo à abstração. Embora mantenha temas do realismo, não se propõe a fazer denúncia social. Retrata paisagens urbanas e suburbanas, como o naturalismo. A diferença está na abordagem estética: os impressionistas parecem apreender o instante em que a ação está acontecendo, criando novas maneiras de captar a luz e as cores. Nessa tendência a mostrar situações naturais há influência da fotografia, nascida em 1827.
A primeira exposição pública impressionista é realizada em 1874, em Paris. Entre os expositores está Claude Monet, autor de Impressão: o Nascer do Sol (1872), tela que dá nome ao movimento. Outros expoentes são os franceses Édouard Manet (1832-1883), Auguste Renoir (1841-1919), Alfred Sisley (1839-1899), Edgar Degas (1834-1917) e Camille Pissarro (1830-1903). Para inovar a forma de pintar a luminosidade e as cores, os artistas dão enorme importância à luz natural. Nos quadros são comuns cenas passadas à beira do rio Sena em jardins, cafés, teatros e festas. O que está pintado é um instante de algo em permanente mutação.
Com a dispersão do grupo, alguns artistas tentam superar as propostas básicas do movimento, desenvolvendo diferentes tendências, agrupadas sob o nome de pós-impressionismo. Nessa linha estão os franceses Paul Cézanne e Paul Gauguin (1848-1903), o holandês Vincent van Gogh e os neo-impressionistas, como os franceses Georges Seurat (1859-1891) e Paul Signac (1863-1935).
 

O Impressionismo foi um movimento artístico que revolucionou profundamente a pintura e deu início às grandes tendências da arte do século XX. Havia algumas considerações gerais, muito mais práticas do que teóricas, que os artistas seguiam em seus procedimentos técnicos para obter os resultados que caracterizaram a pintura impressionista. 

Principais características da pintura:

 * A pintura deve registrar as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar num determinado momento, pois as cores da natureza se modificam constantemente, dependendo da incidência da luz do sol.

 * As figuras não devem ter contornos nítidos, pois a linha é uma abstração do ser humano para representar imagens.

 * As sombras devem ser luminosas e coloridas, tal como é a impressão visual que nos causam, e não escuras ou pretas, como os pintores costumavam representá-las no passado.

 * Os contrastes de luz e sombra devem ser obtidos de acordo com a lei das cores complementares. Assim, um amarelo próximo a um violeta produz uma impressão de luz e de sombra muito mais real do que o claro-escuro tão valorizado pelos pintores barrocos.

 * As cores e tonalidades não devem ser obtidas pela mistura das tintas na paleta do pintor. Pelo contrário, devem ser puras e dissociadas nos quadros em pequenas pinceladas. É o observador que, ao admirar a pintura, combina as várias cores, obtendo o resultado final. A mistura deixa, portanto, de ser técnica para se óptica.

       
 

A primeira vez que o público teve contato com a obra dos impressionistas foi numa exposição coletiva realizada em Paris, em abril de 1874. Mas o público e a crítica reagiram muito mal ao novo movimento, pois ainda se antinham fiéis aos princípios acadêmicos da pintura.

 
Pós-impressionismo –Influenciados pelos conhecimentos científicos sobre a refração da luz, os neo-impressionistas criam o pontilhismo ou divisionismo. Os tons são divididos em semitons e lançados na tela em pequeninos pontos visíveis de perto, que se fundem na visão do espectador de acordo com a distância em que se coloca. A preocupação em captar um instante dá lugar ao interesse pela fixação das cenas obtida pela subdivisão das cores. Como resultado, elas tendem a exibir um caráter estático. Um exemplo é Uma Tarde de Domingo na Ilha da Grande-Jatte, de Seurat.
Embora inicialmente ligado ao impressionismo, Cézanne desenvolve uma pintura que será precursora do cubismo. Van Gogh alia-se ao expressionismo, enquanto Gauguin dá ao impressionismo uma dimensão simbólica que influencia o simbolismo e o expressionismo.

Música –As idéias do impressionismo são adotadas pela música por volta de 1890, na França. As obras se propõem a descrever imagens e várias peças têm nomes ligados a paisagens, como Reflexos na Água, do compositor francês Claude Debussy (1862-1918), pioneiro do movimento.
O impressionismo abandona a música tonal - estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala (as sete básicas e os semitons) - como principal. Sustenta-se nas escalas modais (definidas a partir da recombinação de um conjunto de notas eleito como básico para as melodias de uma cultura) vindas do Oriente, da música popular européia e da Idade Média.
A obra de Debussy é marcada por sua proximidade com poetas do simbolismo. Prelúdio para a Tarde de um Fauno, considerado marco do impressionismo musical, ilustra um poema do simbolista Stéphane Mallarmé. Na ópera, Debussy rejeita o formalismo e a linearidade, como em Pelléas et Mélisande. Outro grande nome é o francês Maurice Ravel (1875-1937), autor de A Valsa e Bolero.
IMPRESSIONISMO NO BRASIL –Nas artes plásticas há tendências impressionistas em algumas obras de Eliseu Visconti (1866-1944), Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). Uma das telas de Visconti em que é evidente essa influência é Esperança (Carrinho de Criança), de 1916. Características pós-impressionistas estão em obras de Eliseu Visconti, João Timóteo da Costa (1879-1930) e nas primeiras telas de Anita Malfatti, como O Farol (1915).
O impressionismo funciona como base da música nacionalista, como a que é desenvolvida no Brasil por Heitor Villa-Lobos.

 

 

Cubismo

Movimento das artes plásticas, sobretudo da pintura, que a partir do início do século XX rompe com a perspectiva adotada pela arte ocidental desde o Renascimento. De todos os movimentos deste século, é o que tem influência mais ampla.
Ao pintar, os artistas achatam os objetos, e com isso eliminam a ilusão de tridimensionalidade. Mostram, porém, várias faces da figura ao mesmo tempo. Retratam formas geométricas, como cubos e cilindros, que fazem parte da estrutura de figuras humanas e de outros objetos que pintam. Por isso o movimento ganha ironicamente o nome de cubismo. As cores em geral se limitam a preto, cinza, marrom e ocre.
O movimento surge em Paris em 1907 com a tela Les Demoiselles d'Avignon (As Senhoritas de Avignon), pintada pelo espanhol Pablo Picasso. Também se destaca o trabalho do ex-fauvista francês Georges Braque (1882-1963). Em ambos é nítida a influência da arte africana. O cubismo é influenciado ainda pelo pós-impressionista francês Paul Cézanne, que representa a natureza com formas semelhantes às geométricas.
Essa primeira fase, chamada de cézanniana ou protocubista, termina em 1910. Começa então o cubismo propriamente dito, conhecido como analítico, no qual a forma do objeto é submetida à superfície bidimensional da tela. O resultado final aproxima-se da abstração. Na última etapa, de 1912 a 1914, o cubismo sintético ou de colagem constrói quadros com jornais, tecidos e objetos, além de tinta. Os artistas procuram tornar as formas novamente reconhecíveis.
Em 1918 o arquiteto francês de origem suíça Le Corbusier e o pintor francês Ozenfant (1886-1966) decretam o fim do movimento com a publicação do manifesto Depois do Cubismo.
O cubismo manifesta-se ainda na arquitetura, especialmente na obra de Corbusier, e na escultura. No teatro, restringe-se à pintura de cenários de peças e de balés feita por Picasso.
Literatura –Os princípios do cubismo aparecem na poesia. A linguagem é desmontada em busca da simplicidade e do que é essencial para a expressão. O resultado são palavras soltas, escritas na vertical, sem a continuidade tradicional.
O expoente é o francês Guillaume Apollinaire (1880-1918), que influencia toda a poesia contemporânea. Ao dispor versos em linhas curvas, torna-se precursor do concretismo.
CUBISMO NO BRASIL –O cubismo só repercute no país após a Semana de Arte Moderna de 1922. Pintar como os cubistas é considerado apenas um exercício técnico. Não há, portanto, cubistas brasileiros, embora quase todos os modernistas sejam influenciados pelo movimento. É o caso de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Di Cavalcanti.
O cubismo se divide em duas fases:

Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis.  Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Principais artistas:

Pablo Picasso - (1881-1973) Tendo vivido 92 anos e pintado desde muito jovem até próximo à sua morte passou por diversas fases: a fase Azul, entre 1901-1904, que representa a tristeza e o isolamento provocados pelo suicídio de Casagemas, seu amigo, são evidenciados pela monocromia e também a representa a miséria e o desespero humanos; a fase Rosa, entre 1904-1907, o amor por Fernande  origina muitos desenhos sensuais e eróticos, com a paixão de Picasso pelo circo, iniciam-se os ciclos dos saltimbancos e do arlequim. Depois de descobrir as artes primitivas e africana compreende que o artista negro não pinta ou esculpi de acordo com as tendência de um determinado movimento estético, mas com uma liberdade muito maior. Picasso desenvolveu uma verdadeira revolução na arte. Em 1907, com a obra Les Demoiselles d’Avignon começa a elaborar a estética cubista que, como vimos anteriormente, se fundamenta na destruição de harmonia clássica das figuras e na decomposição da realidade, essa tela subverteu o sentido da arte moderna com a declaração de guerra em 1914, chega ao fim a aventura cubista.
Podemos destacar, também o mural Guernica, que representa, com veemente indignação, o bombardeio da cidade espanhola de Guernica pelos aliados alemães de Franco, em abril de 1937, responsável pela morte de grande parte da população civil formada por crianças, mulheres e trabalhadores.


"A obra de um artista é uma espécie de diário. Quando o pintor, por ocasião de uma mostra, vê algumas de suas telas antigas novamente, é como se ele estivesse reencontrando filhos pródigos - só que vestidos com túnica de ouro."  Pablo Picasso

"A Arte não é a verdade. A Arte é uma mentira que nos ensina a compreender a verdade". Pablo Picasso

Dos artistas brasileiros destacamos:

Tarsila do Amaral - (1886 - 1973) Apesar de não ter exposto na Semana de 22, colaborou decisivamente para o desenvolvimento da arte moderna brasileira, pois produziu um conjunto de obras indicadoras de novos rumos. Em 1928, deu início a uma fase chamada Antropofágica. A ela pertence a tela  Abaporu cujo nome, segundo a artista é de origem indígena e significa “Antropófago”. Também usou de temática social nos seus quadros como na tela Operários.

 

 

Futurismo

Movimento artístico e literário iniciado oficialmente em 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti (1876-1944), no jornal francês Le Figaro. O texto rejeita o moralismo e o passado, exalta a violência e propõe novo tipo de beleza, baseada na velocidade. O apego do futurismo ao novo é tão grande que chega a defender a destruição de museus e cidades antigas. Agressivo e extravagante, encara a guerra como forma de "higienizar" o mundo.
O futurismo produz mais manifestos - cerca de 30, de 1909 a 1916 - do que obras, embora esses textos também sejam considerados manifestações artísticas. Há grande repercussão principalmente na França e na Itália, onde muitos artistas, entre eles Marinetti, se identificam com o fascismo nascente. Após a I Guerra Mundial, o movimento entra em decadência, mas seu espírito influencia o dadá.
Artes plásticas –Tem o objetivo de criar obras com o mesmo ritmo e espírito da sociedade industrial. Para refletir a velocidade na pintura, os artistas recorrem à repetição dos traços das figuras. Se querem mostrar vários acontecimentos ao mesmo tempo adaptam técnicas do cubismo. Na escultura, os futuristas fazem trabalhos experimentais com vidro e papel. O grande expoente é o pintor e escultor italiano Umberto Boccioni (1882-1916). Sua escultura Formas Únicas na Continuidade do Espaço (1913) - interseção de vários volumes distorcidos - é uma das obras emblemáticas do futurismo. Nela se percebe a idéia de movimento e força.
Preocupados com a interação entre as artes, alguns pintores e escultores se aproximam da música e do teatro. O pintor italiano Luigi Russolo (1885-1947), por exemplo, cria instrumentos musicais e os utiliza em apresentações públicas.
Na Rússia, o futurismo tem papel importante na preparação da Revolução Russa (1917) e caracteriza as pinturas de Lariónov (1881-1964) e Gontcharova (1881-1962).
Literatura –As principais manifestações ocorrem na poesia italiana. Sempre a serviço de causas políticas, a primeira antologia sai em 1912. O texto é marcado pela destruição da sintaxe, dos conectivos e da pontuação, substituída por símbolos matemáticos e musicais. A linguagem é espontânea e as frases são fragmentadas para expressar velocidade. Os autores abolem os temas líricos e incorporam à poesia palavras ligadas à tecnologia. As idéias de Marinetti, mais atuante como teórico do que como poeta, influenciam o poeta cubista francês Guillaume Apollinaire (1880-1918).
Na Rússia, o futurismo expressa-se principalmente na literatura. Mas, enquanto os autores italianos se identificam com o fascismo, os russos aliam-se à esquerda. Vladímir Maiakóvski (1893-1930), o poeta da Revolução Russa, aproxima a poesia do povo. Outro poeta de destaque é Viktor Khlébnikov (1885-1922).
Teatro –Introduz a tecnologia nos espetáculos e tenta interagir com o público. O manifesto de Marinetti sobre teatro, de 1915, defende representações de apenas 2 ou 3 minutos, com pequeno ou nenhum texto, poucos atores e vários objetos em cena.
As experiências na Itália concentram-se no teatro experimental fundado em 1922 pelo italiano Anton Giulio Bragaglia (1890-1960). Marinetti também publica uma obra dramática em 1920, Elettricità Sensuale, mesmo título de uma peça sua escrita em 1909.
FUTURISMO NO BRASIL –O movimento colabora para desencadear o modernismo, que dominou as artes a partir da Semana de Arte Moderna de 1922. Os modernistas usam algumas das técnicas e discutem as idéias do futurismo, mas rejeitam o rótulo, identificado com o fascista Marinetti.

                           
 

 

Modernismo

Tendência vanguardista que rompe com padrões rígidos e caminha para uma criação mais livre, surgida internacionalmente nas artes plásticas e na literatura a partir do final do século XIX e início do século XX. É uma reação às escolas artísticas do passado. Como resultado desenvolvem-se novos movimentos, entre eles o expressionismo, o cubismo, o dadá, o surrealismo e o futurismo.
No Brasil, o termo identifica o movimento desencadeado pela Semana de Arte Moderna de 1922. Em 13, 15 e 17 de fevereiro daquele ano, conferências, recitais de música, declamações de poesia e exposição de quadros, realizados no Teatro Municipal de São Paulo, apresentam ao público as novas tendências das artes do país. Seus idealizadores rejeitam a arte do século XIX e as influências estrangeiras do passado. Defendem a assimilação das tendências estéticas internacionais para mesclá-las com a cultura nacional, originando uma arte vinculada à realidade brasileira.
A partir da Semana de 22 surgem vários grupos e movimentos, radicalizando ou opondo-se a seus princípios básicos. O escritor Oswald de Andrade e a artista plástica Tarsila do Amaral lançam em 1925 o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, que enfatiza a necessidade de criar uma arte baseada nas características do povo brasileiro, com absorção crítica da modernidade européia. Em 1928 levam ao extremo essas idéias com o Manifesto Antropofágico, que propõe "devorar" influências estrangeiras para impor o caráter brasileiro à arte e à literatura. Por outro caminho, mais conservador, segue o grupo da Anta, liderado pelo escritor Menotti del Picchia (1892-1988) e pelo poeta Cassiano Ricardo (1895-1974). Em um movimento chamado de verde-amarelismo, fecham-se às vanguardas européias e aderem a idéias políticas que prenunciam o integralismo, versão brasileira do fascismo.
O principal veículo das idéias modernistas é a revista Klaxon, lançada em maio de 1922.
Artes plásticas –Uma das primeiras exposições de arte moderna no Brasil é realizada em 1913 pelo pintor de origem lituana Lasar Segall. Suas telas chocam, mas as reações são amenizadas pelo fato de o artista ser estrangeiro. Em 1917, Anita Malfatti realiza a que é considerada de fato a primeira mostra de arte moderna brasileira. Apresenta telas influenciadas pelo cubismo, expressionismo, fauvismo e futurismo que causam escândalo, entre elas A Mulher de Cabelos Verdes.
Apesar de não ter exposto na Semana de 22, Tarsila do Amaral torna-se fundamental para o movimento. Sua pintura é baseada em cores puras e formas definidas. Frutas e plantas tropicais são estilizadas geometricamente, numa certa relação com o cubismo. Um exemplo é Mamoeiro. A partir dos anos 30, Tarsila interessa-se também pelo proletariado e pelas questões sociais, que pinta com cores mais escuras e tristes, como em Os Operários.
Di Cavalcanti retrata a população brasileira, sobretudo as classes sociais menos favorecidas. Mescla influências realistas, cubistas e futuristas, como em Cinco Moças de Guaratinguetá. Outro artista modernista dedicado a representar o homem do povo é Candido Portinari, que recebe influência do expressionismo. Entre os muitos exemplos estão as telas Café e Os Retirantes.
Distantes da preocupação com a realidade brasileira, mas muito identificados com a arte moderna e inspirados pelo dadá, estão os pintores Ismael Nery e Flávio de Carvalho (1899-1973). Na pintura merecem destaque ainda Regina Graz (1897-1973), John Graz (1891-1980), Cícero Dias (1908-) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970).
O principal escultor modernista é Vitor Brecheret. Suas obras são geometrizadas, têm formas sintéticas e poucos detalhes. Seu trabalho mais conhecido é o Monumento às Bandeiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Outros dois escultores importantes são Celso Antônio de Menezes (1896-) e Bruno Giorgi (1905-1993).
Na gravura, o modernismo brasileiro possui dois expoentes. Um deles é Osvaldo Goeldi (1895-1961). Identificado com o expressionismo, cria obras em que retrata a alienação e a solidão do homem moderno. Lívio Abramo (1903-1992) desenvolve também um trabalho com carga expressionista, porém engajado socialmente.
A partir do final dos anos 20 e início da década de 30 começam a se aproximar do modernismo artistas mais preocupados com o aspecto plástico da pintura. Utilizam cores menos gritantes e composição mais equilibrada. Entre eles destacam-se Alberto Guignard (1896-1962), Alfredo Volpi, depois ligado à abstração, e Francisco Rebolo (1903-1980).
O modernismo enfraquece a partir dos anos 40, quando a abstração chega com mais força ao país. Seu final acontece nos anos 50 com a criação das bienais, que promovem a internacionalização da arte do país.
Literatura –Uma das principais inovações modernistas é a abordagem de temas do cotidiano, com ênfase na realidade brasileira e nos problemas sociais. O tom é combativo. O texto liberta-se da linguagem culta e passa a ser mais coloquial, com admissão de gírias. Nem sempre as orações seguem uma seqüência lógica e o humor costuma estar presente. Objetividade e concisão são características marcantes. Na poesia, os versos tornam-se livres, e deixa de ser obrigatório o uso de rimas ricas e métricas perfeitas.
Os autores mais importantes são Oswald de Andrade e Mário de Andrade, os principais teóricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Graça Aranha (1868-1931). Em sua obra, Oswald de Andrade várias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim Ponte Grande. Na poesia, Pau-Brasil é um de seus principais livros. A primeira obra modernista de Mário de Andrade é o livro de poemas Paulicéia Desvairada. Sua obra-prima é o romance Macunaíma, o Herói sem Nenhum Caráter, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional. Embora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira também exibe traços modernistas. Um exemplo é o livro Libertinagem.
O modernismo vive uma segunda fase a partir de 1930, quando é lançado Alguma Poesia, de Carlos Drummond de Andrade. Os temas sociais ganham destaque e o regionalismo amplia sua temática. Paisagens e personagens típicos são usados para abordar assuntos de interesse universal. Entre os que exploram o romance social voltado para o Nordeste estão Rachel de Queiroz, de O Quinze, Graciliano Ramos, de Vidas Secas, Jorge Amado, de Capitães da Areia, José Américo de Almeida, de A Bagaceira, e José Lins do Rego (1901-1957), de Menino de Engenho. Surgem ainda nessa época os romances de introspecção psicológica urbanos, como Caminhos Cruzados, de Érico Veríssimo. Numa linha mais intimista estão poetas como Cecília Meireles, autora de Vaga Música, Vinicius de Moraes, de Poemas, Sonetos e Baladas, Augusto Frederico Schmidt (1906-1965), de Desaparição da Amada, e Henriqueta Lisboa (1904-1985), de A Face Lívida.
A terceira fase do modernismo tem início em 1945. Os poetas retomam alguns aspectos do parnasianismo, como Lêdo Ivo, de Acontecimento do Soneto. João Cabral de Melo Neto, de Morte e Vida Severina, destaca-se pela inventividade verbal e pelo engajamento político. Na prosa, os principais nomes são Guimarães Rosa, autor de Grande Sertão: Veredas, e Clarice Lispector, de Perto do Coração Selvagem.
Música –O modernismo dá prosseguimento às mudanças iniciadas com o impressionismo e o expressionismo, rompendo ainda mais com o sistema tonal (música estruturada a partir da eleição de uma das 12 notas da escala como a principal). Os movimentos musicais modernistas são o dodecafonismo, o neoclassicismo e as escolas nacionais (que exploram o folclore de cada país), predominantes internacionalmente de 1910 a 1950.
Heitor Villa-Lobos é o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista. Para dar às criações um caráter brasileiro, busca inspiração no folclore e incorpora elementos das melodias populares e indígenas. O canto de pássaros brasileiros aparece em Bachianas nº 4 e nº 7. Em O Trenzinho Caipira, Villa-Lobos reproduz a sonoridade de uma maria-fumaça, e em Choros nº 8 busca imitar o som de pessoas numa rua. Nos anos 30 e 40, sua estética serve de modelo para compositores como Francisco Mignone (1897-1986), Lorenzo Fernandez (1897-1948), Radamés Gnattali (1906-1988) e Camargo Guarnieri (1907-1993).
Teatro –O modernismo influencia tardiamente a produção teatral. Só em 1927 começam as inovações nos palcos brasileiros. Naquele ano, o Teatro de Brinquedo, grupo experimental liderado pelo dramaturgo e poeta Álvaro Moreyra (1888-1965), monta Adão, Eva e Outros Membros da Família. A peça, em linguagem coloquial e influenciada pelo marxismo, põe pela primeira vez em cena dois marginais: um mendigo e um ladrão.
Ainda na década de 20 são fundadas as primeiras companhias de teatro no país, em torno de atores como Leopoldo Fróes (1882-1932), Procópio Ferreira (1898-1979), Dulcina de Moraes (1908-1996) e Jaime Costa (1897-1967). Defendem uma dicção brasileira para os atores, até então submetidos ao sotaque e à forma de falar de Portugal. Também inovam ao incluir textos estrangeiros com maior ousadia psicológica e visão mais complexa do ser humano.
A peça O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade, é considerada o primeiro texto modernista para teatro. Nas experiências inovadoras anteriores, apenas a encenação tinha ares modernistas ao incluir a pintura abstrata nos cenários e afastá-los do realismo e do simbolismo. Mas o texto de Oswald de Andrade trata com enfoque marxista a sociedade decadente, com a linguagem e o humor típicos do modernismo.
A peça O Bailado do Deus Morto, de Flávio de Carvalho, é uma das primeiras montagens modernistas, encenada pela primeira vez em 15 de novembro de 1933, em São Paulo. Mescla teatro, dança, música e pintura. É o primeiro espetáculo com texto livre, improvisado, cenário impactante, linguagem popular e uso de palavrão, sem preocupação com a seqüência lógica de acontecimentos.

 

 

Naturalismo

Tendência das artes plásticas, da literatura e do teatro surgida na França na segunda metade do século XIX. Manifesta-se também em outros países europeus, nos Estados Unidos e no Brasil. Baseia-se na filosofia de que só as leis da natureza são válidas para explicar o mundo e de que o homem está sujeito a um inevitável condicionamento biológico e social. As obras retratam a realidade de forma ainda mais objetiva e fiel do que no realismo. Por isso, o naturalismo é considerado uma radicalização desse movimento. Nas artes plásticas não tem o engajamento ideológico do realismo, mas na literatura e no teatro mantém a preocupação com os problemas sociais.
Influenciados pelo positivismo e pela Teoria de Evolução das Espécies, os naturalistas apresentam a realidade com rigor quase científico. Objetividade, imparcialidade, materialismo e determinismo são as bases de sua visão de mundo. Características do naturalismo existem na França desde 1840, mas é em 1880 que o escritor Émile Zola (1840-1902) reúne os princípios da tendência em seu livro de ensaios O Romance Experimenta.
Artes plásticas –A pintura dedica-se a retratar fielmente paisagens urbanas e suburbanas, nas quais os personagens são pessoas comuns. O artista pinta o mundo como o vê, sem as idealizações e distorções feitas pelo realismo para expor posições ideológicas. As obras competem com a fotografia.
Em meados do século XIX, o grande interesse por paisagens naturais leva um grupo de artistas a se reunir em Barbizon, na França, para pintar ao ar livre, uma inovação na época. Mais tarde essa prática será adotada pelo impressionismo. Um dos principais artistas do grupo é Théodore Rousseau (1812-1867), autor de Uma Alameda na Floresta de L'Isle-Adam. Outro nome importante é Jean-Baptiste-Camille Corot (1796-1875).
O francês Édouard Manet (1832-1883) é um nome fundamental do período, fazendo a ponte do realismo e do naturalismo para um novo tipo de pintura que levará ao impressionismo. Ele retrata a realidade urbana sem muito da carga ideológica do realismo. Influencia os impressionistas, assim como é por eles influenciado. Fora da França destaca-se o inglês John Constable (1776-1837).
Literatura –A linguagem dos romances é coloquial, simples e direta. Muitas vezes, para descrever vícios e mazelas humanos, usam-se expressões vulgares. Temas do cotidiano urbano, como crimes, miséria e intrigas, são usuais. Os personagens são tipificados: o adúltero, o louco, o pobre.
A descrição predomina sobre a narração, de tal modo que se considera que os autores, em vez de narrar acontecimentos, os descrevem em detalhes. Acontecimentos e emoções ficam em segundo plano. O expoente é Émile Zola, autor de Nana e Germinal. Também são naturalistas os irmãos Goncourt, de Germinie Lacerteux.
Teatro –As principais peças são baseadas em textos de Zola, como Thérèse Raquin, Germinal e A Terra. A encenação deste último constitui a primeira tentativa de criar um cenário tão realista quanto o texto. Na época, o principal diretor de peças naturalistas na França é André Antoine (1858-1943), que põe em cena animais vivos e simula um pequeno riacho.
Outro autor importante do período, o francês Henri Becque (1837-1893), aplica os princípios naturalistas à comédia de boulevard, que ganha caráter amargo e ácido. Suas principais peças são A Parisiense e Os Abutres. Também se destaca o sueco August Strindberg (1849-1912), autor de Senhorita Júlia.
NATURALISMO NO BRASIL –No país, a tendência manifesta-se nas artes plásticas e na literatura. Não há produção de textos para teatro, que se limita a encenar peças francesas.
Nas artes plásticas está presente na produção dos artistas paisagistas do chamado Grupo Grimm. Seu líder é o alemão George Grimm (1846-1887), professor da Academia Imperial de Belas-Artes. Em 1884, ele rompe com a instituição, que segue as regras das academias de arte e rejeita a prática de pintar a natureza ao ar livre, sem seguir modelos europeus. Funda, então, o Grupo Grimm em Niterói (RJ). Entre seus alunos se destaca Antonio Parreiras (1860-1945). Outro naturalista importante é João Batista da Costa (1865-1926), que tenta captar com objetividade a luz e as cores da paisagem brasileira.
Na literatura, em geral não há fronteiras nítidas entre textos naturalistas e realistas. No entanto, o romance O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo (1857-1913), é considerado o marco inicial do naturalismo no país. Trata-se da história de um homem culto, mulato, que vive o preconceito racial ao se envolver com uma mulher branca. Outras obras classificadas como naturalistas são O Ateneu, de Raul Pompéia (1863-1895), e A Carne, de Júlio Ribeiro (1845-1890). A tendência está na base do regionalismo, que, nascido no romantismo, se consolida na literatura brasileira no fim do século XIX e existe até hoje.

 

 

Realismo

Movimento artístico que se manifesta na segunda metade do século XIX. Caracteriza-se pela intenção de uma abordagem objetiva da realidade e pelo interesse por temas sociais. O engajamento ideológico faz com que muitas vezes a forma e as situações descritas sejam exageradas para reforçar a denúncia social. O realismo representa uma reação ao subjetivismo do romantismo. Sua radicalização rumo à objetividade sem conteúdo ideológico leva ao naturalismo. Muitas vezes realismo e naturalismo se confundem.
Artes Plásticas – A tendência expressa-se sobretudo na pintura. As obras privilegiam cenas cotidianas de grupos sociais menos favorecidos. O tipo de composição e o uso das cores criam telas pesadas e tristes. O grande expoente é o francês Gustave Courbet (1819-1877). Para ele, a beleza está na verdade. Suas pinturas chocam o público e a crítica, habituados à fantasia romântica. São marcantes suas telas Os Quebradores de Pedra, que mostra operários, e Enterro em Ornans, que retrata o enterro de uma pessoa do povo. Outros dois nomes importantes que seguem a mesma linha são Honoré Daumier (1808-1879) e Jean-François Millet (1814-1875). Também destaca-se Édouard Manet (1832-1883), ligado ao naturalismo e, mais tarde, ao impressionismo. Sua tela Olympia exibe uma mulher nua que “encara” o espectador.
Literatura – O realismo na Literatura manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o parnasianismo. O romance – social, psicológico e de tese – é a principal forma de expressão. Deixa de ser apenas distração e torna-se veículo de crítica a instituições, como a Igreja Católica, e à hipocrisia burguesa. A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
Na passagem do romantismo para o realismo misturam-se aspectos das duas tendências. Um dos representantes dessa transição é o escritor e dramaturgo francês Honoré de Balzac (1799-1850), autor do conjunto de romances Comédia Humana. Outros autores importantes são os franceses Stendhal (1783-1842), que escreve O Vermelho e o Negro , e Prosper Merimée (1803-1870), autor de Carmen, além do russo Nikolay Gogol (1809-1852), autor de Almas Mortas.
O marco inicial do realismo na Literatura é o romance Madame Bovary , do francês Gustave Flaubert (1821-1880). Outros autores importantes são o russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), cuja obra-prima é Os Irmãos Karamazov; o português Eça de Queirós (1845-1900), que escreve Os Maias; o russo Leon Tolstói (1828-1910), criador de Anna Karenina e Guerra e Paz; os ingleses Charles Dickens (1812-1870), autor de Oliver Twist, e Thomas Hardy (1840-1928), de Judas, o Obscuro.
A tendência desenvolve-se também no conto. Entre os mais importantes autores destacam-se o russo Tchekhov (1860-1904) e o francês Guy de Maupassant (1850-1893).
Teatro – Com o realismo, problemas do cotidiano ocupam os palcos. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-se coloquial. O primeiro grande dramaturgo realista é o francês Alexandre Dumas Filho (1824-1895), autor da primeira peça realista, A Dama das Camélias (1852), que trata da prostituição.
Fora da França, um dos expoentes é o norueguês Henrik Ibsen (1828-1906). Em Casa de Bonecas, por exemplo, trata da situação social da mulher. São importantes também o dramaturgo e escritor russo Gorki (1868-1936), autor de Ralé e Os Pequenos Burgueses, e o alemão Gerhart Hauptmann (1862-1946), autor de Os Tecelões.
REALISMO NO BRASIL – No Brasil, o realismo marca mais intensamente a literatura e o teatro.
Artes plásticas –Entre os artistas brasileiros, tem maior expressão o realismo burguês, nascido na França. Em vez de trabalhadores, o que se vê nas telas é o cotidiano da burguesia. Dos seguidores dessa linha se destacam Belmiro de Almeida (1858-1935), autor de Arrufos, que retrata a discussão de um casal, e Almeida Júnior (1850-1899), autor de O Descanso do Modelo. Mais tarde, Almeida Júnior aproxima-se de um realismo mais comprometido com as classes populares, como em Caipira Picando Fumo.
Literatura –O realismo manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o parnasianismo. O romance é a principal forma de expressão, tornando-se veículo de crítica a instituições e à hipocrisia burguesa. A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.
O realismo atrai vários escritores, alguns antes ligados ao romantismo. O marco é a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma análise crítica da sociedade da época. Ligados ao regionalismo destacam-se Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892), autor de Dona Guidinha do Poço, e Domingos Olímpio (1860-1906), de Luzia-Homem.
Teatro –Os problemas do cotidiano ocupam os palcos. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem passa a ser coloquial.
Entre os principais autores estão romancistas realistas, como Machado de Assis, que escreve Quase Ministro, e alguns românticos, como José de Alencar, com O Demônio Familiar, e Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), com Luxo e Vaidade. Outros nomes de peso são Artur de Azevedo (1855-1908), criador de comédias e operetas como A Capital Federal e O Dote, Quintino Bocaiúva (1836-1912) e França Júnior (1838-1890).

 

 

Simbolismo

Movimento que se desenvolve nas artes plásticas, na literatura e no teatro no fim do século XIX. Surgido na França, depois se espalha pela Europa e chega ao Brasil. Caracteriza-se por subjetivismo, individualismo e misticismo. Rejeita a abordagem da realidade e a valorização do social feitas pelo realismo e pelo naturalismo. Palavras e personagens possuem significados simbólicos.
O poeta francês Charles Baudelaire é considerado precursor do simbolismo por sua obra As Flores do Mal, de 1857. Mas só em 1881 a nova manifestação é rotulada, com o nome decadentismo, substituído por simbolismo em manifesto publicado em 1886.
ARTES PLÁSTICAS –Para os simbolistas a arte deve ser uma síntese entre a percepção dos sentidos e a reflexão intelectual. Buscam revelar o outro lado da mera aparência do real. Em muitas obras enfatizam a pureza e a espiritualidade dos personagens. Em outras, a perversão e a maldade do mundo. A atração pela ingenuidade faz com que vários artistas se interessem pelo primitivismo.
O artista mais significativo é o francês Paul Gauguin, que começa a pintar influenciado pelo pós-impressionismo. Em suas telas abandona a perspectiva e delineia as figuras utilizando contornos pretos. As cenas evocam temas religiosos e mágicos, como em Cristo Amarelo. Também destacam-se os franceses Gustave Moreau (1826-1898) e Odilon Redon (1840-1916).
A partir de 1890, o simbolismo difunde-se por toda a Europa e pelo resto do mundo. Na Áustria ganha a interpretação pessoal do pintor Gustav Klimt (1862-1918). O norueguês Edvard Munch concilia os princípios simbolistas a uma expressão trágica que depois faz dele representante do expressionismo. Na França destacam-se os pintores Maurice Denis (1870-1943) e Paul Sérusier (1864-1927), além do escultor Aristide Maillol (1861-1944).
LITERATURA –Manifesta-se na poesia, com versos que exploram a sonoridade. As obras usam símbolos para sugerir objetos, por exemplo, a cruz para falar de sofrimento. Também rejeita as formas rígidas do parnasianismo. Difere do romantismo pela expressão da subjetividade ausente de sentimentalismo.
Os principais expoentes na França são Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé. Em Portugal sobressaem Eugênio de Castro (1869-1944), autor de Oaristos, Antônio Nobre (1867-1900), que escreve Só, e Camilo Pessanha (1867-1926), autor de Clépsidra.
TEATRO –Como o movimento rejeita a abordagem da vida real, no palco os personagens não são humanos. Constituem a representação de idéias e sentimentos. A forte relação com os impressionistas faz com que o som, a luz, a cor e o movimento tenham destaque nas encenações.
Um dos principais textos teatrais é Pelléas et Mélisande, do belga Maurice Maeterlinck (1862-1949). Em cena, os personagens materializam expressões poéticas sobre a brevidade e a falta de sentido da vida.
Outros dramaturgos importantes são o italiano Gabriele D'Annunzio; o norueguês Henrik Ibsen; na fase final de sua carreira; o irlandês William Yeats; e os portugueses João da Câmara (1852-1908) e Raul Brandão (1867-1930).
SIMBOLISMO NO BRASIL –Nas artes plásticas, o movimento influencia parte das pinturas de Eliseo Visconti e Lucílio de Albuquerque (1877-1939). É muito marcante nas obras de caráter onírico de Alvim Correa (1876-1910) e Helios Seelinger (1878-1965).
Na literatura, o primeiro manifesto simbolista é publicado em 1891, no jornal Folha Popular. As primeiras obras literárias são Missal e Broquéis (1863), de Cruz e Souza. O autor aborda mistérios da vida e da morte com uma linguagem rica, marcada pela musicalidade. Outro representante do movimento é Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), autor de Câmara Ardente e Kiriale, cuja poesia é marcada pela religiosidade e pela melancolia.
O teatro simbolista começa a ser escrito e encenado no início do século XX. A produção de textos é pequena. Falam da sociedade carioca da época. Os principais dramaturgos são Roberto Gomes (1882-1922), que escreve O Canto sem Palavras e Berenice, e Paulo Barreto (1881-1921), autor de Eva. Em 1933, Paulo Magalhães (1900-1972) monta A Comédia do Coração, que põe no palco personagens simbólicos, como Dor, Paixão e Ciúme.
 

 

Arte POP

Movimento principalmente americano e britânico, sua denominação foi empregada pela primeira vez em 1954, pelo crítico inglês Lawrence Alloway, para designar os produtos da cultura popular da civilização ocidental, sobretudo os que eram provenientes dos Estados Unidos.

Com raízes no dadaísmo de Marcel Duchamp, o pop art começou a tomar forma no final da década de 1950, quando alguns artistas, após estudar os símbolos e produtos do mundo da propaganda nos Estados Unidos, passaram a transformá-los em tema de suas obras. 

Representavam, assim, os componentes mais ostensivos da cultura popular, de poderosa influência na vida cotidiana na segunda metade do século XX. Era a volta a uma arte figurativa, em oposição ao expressionismo abstrato que dominava a cena estética desde o final da segunda guerra. Sua iconografia era a da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade. 

Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos.

 

 

Principais Artistas:

Robert Rauschenberg (1925) Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.
Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular. 

Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal 

 

Técnicas de Gravuras

 

 

Xilografia ou Xilogravura: É a arte de escrever ou desenhar sobre madeiras.

 

Litografia ou Litogravura: É a técnica de escrever ou desenhar em pedras.

 

Pirografia ou Pirogravura: É a arte de desenhar ou escrever em qualquer material  através de fogo.

 

Símbolos, Logotipos ou Logomarcas

 

            São desenhos que procuram representar produtos e trazem informações sobre idéias, buscando transmitir uma mensagem, estabelecendo uma comunicação direta e internacionalmente reconhecida.

       

 

Mac Donald     Mercedes Benz  Rede Globo   Volkswagen


 

Os sinais de trânsito, na sua maioria, são símbolos internacionais

 

 

 

 

As Cores Primárias da Luz

Luz e Cor

 

Primária    + Primária = Secundária
Verde + Azul = Ciano
Verde + Vermelho = Amarelo
Vermelho +

Azul

= Majunco

 

 

Por que enxergamos o mundo colorido?

 

            A visão das cores torna-se possível através da luz.

            A luz natural é branca e ela é obtida através das misturas de sete cores que, quando se decompõem forma o que chamamos de arco-íris.

            O arco-íris, portanto, é um facho de luz branca decomposta, onde, se observarmos bem, veremos as sete cores: vermelho, laranja, azul, amarelo, verde, violeta e anil.

            Quando a luz do sol incide sobre um objeto transparente, alguns dos raios coloridos que compõem a luz são absorvidos pelo objeto, enquanto Os restantes são refletidos.

            Absorver - quer dizer chupar, consumir, esgotar.

            Refletir - significa reproduzir, retroceder.

 

 

 

             

Através do diagrama acima, podemos observar bem as cores primárias e secundárias da luz, assim como também perceber que através de suas misturas se obtém a cor branca, resultante da mistura de todas as cores.          

A cor de um objeto depende do raio que ele refletir.

 

 

            Um objeto será amarelo quando absorver todas as cores do espectro solar, menos o amarelo. Ele reflete o amarelo

            Um objeto será preto se não refletir nenhuma parte dos raios luminosos da luz branca, absorvendo todas e, neste caso a cor preta será a ausência de cor.

            Um objeto será branco se refletir todas as radiações da luz, pois neste caso, o branco é a mistura de todas as cores  absorvidas.

                       

            Existe uma experiência que comprova com exatidão a decomposição da luz e foi  feita por um físico inglês chamado Isaac Newton, em 1642.

 

            A sua experiência é chamada de Disco de Newton. Reconstituição da luz branca.

 

            Ele construiu um disco de papel dividido em sete setores.

            Cada setor foi pintado com uma das cores do espectro solar.

 

            Girando com rapidez o disco, as cores, ao mesmo tempo em que excitariam os olhos, dariam a impressão de um disco branco, provando quer a luz branca é o resultado da mistura de cores.

                                                                          

            Esse disco deverá ser fixado numa furadeira com fita adesiva para fixá-la. Ligue a furadeira e veja o que acontece.

 

Há também a experiência para mostrar a composição da luz. Através de um espelho virado para o Sol, mergulhado numa bacia de água, onde o reflexo numa parede forma um arco-íris. Experimente!

 

As cores primárias Pigmentarias

 

            São as cores puras que não podem ser obtidas por meio de misturas.

            As cores primárias são: azul, vermelho, amarelo.

            As cores primárias misturadas duas a duas produzem outras cores que recebem o nome de cores secundárias.

            As cores secundárias são as cores obtidas pela mistura de duas cores primárias.

            As cores secundárias são:

Verde (amarelo + azul)      Violeta (vermelho + azul)      Laranja (vermelho + amarelo).

                                             

  Primária    +    Primária   = Secundária

Azul

+

Vermelho

=

Violeta

Azul

+

Amarelo

=

Verde

Vermelho

+

Amarelo

=

Laranja

Cores Frias e Quentes

 

            As cores podem nos influenciar psicologicamente, provocando diferentes sensações, conforme a sua cor e a sua intensidade, tanto é que já existe terapia através de cores, a cromoterapia.

            Algumas são mais vivas, alegres e outras menos vivas, tristes.

            Cores frias: São aquelas que se aproximam do azul-ciano, são representadas pelo azul, verde e violeta (roxo).

            Tais cores transmitem tranqüilidade da mente, acalmam e provocam repouso e paz, principalmente o verde-claro.

 

Cores quentes: São as cores que se aproximam do vermelho-magenta e transmitem sensações leves, que sugerem: calor, luz, alegria, movimento, trabalho, ação.

            São elas: vermelho, amarelo, laranja.

           

Tais cores, embora sejam alegres, trazem cansaço, excitação, não devendo ser usadas em ambientes de repouso e estudo.

            A cor mais quente de todas não é cor, pois é o preto, porque ele absorve a luz solar aquecendo a superfície do objeto sob ele, pintado de preto.

           

Já a cor mais fria de todas é a mistura de cores, o branco, pois esta reflete a luz solar como um escudo, deixando a superfície do objeto pintado de branco sem calor nenhum.

 

Grandes Pintores

 

            Donate Di Nicole Di Betto Bardi, conhecido como DONATELO. Suas obras mais famosas constam a Estátua eqüestre de São Jorge e Or-San-Michele

 

Leonardo Da Vince  Nasceu em Vince, na Itália, próximo a Florença em 15 de abril de 1452, falecendo em 02 de maio de 1519. Sua obra mais famosa é “Mona Lisa ou Gioconda” Este quadro foi encomendado pelo mercador D. Francesco Del Gioconda e tratava-se da sua esposa, entretanto, após quatro anos de espera proibiu a mulher que continuasse pousando para o retrato e se recusou em pagar pelo quadro inacabado. Quando pronto, foi vendido ao rei Francisco I, da França.

Outras obras: “Última Ceia ou Santa Ceia” e a Virgem das Rochas

 

Michelangelo di Lodovico Buonarrotti Simone. Nasceu em Gaprese, Toscano de Arezzo na Itália, no dia 06 de março de 1475, falecendo aos 88 anos  no dia 18 de fevereiro de 1564.

 

Pablo Ruiz y Picasso: Nasceu  em Mágala em 25 de outubro de 1881, tendo falecido aos 91 anos próximo de Cannes, em Mougins, no dia 08 de abril de 1973.

            Das suas obras, a mais famosa é a pintura “Guernica”, inspirada pela guerra civil espanhola de 1937 que se encontra no Museu do Prado em Madri.

            Entre suas obras mais famosas estão também: Pietá, Davi (escultura) e Adão, o primeiro homem criado por Deus.

 

Rafael Sanzio ( 1483 - 1520 ) .Decorou o Palácio do Vaticano e diversas Madonas

            Suas obras primas como Nossa Senhora de São Sisto e Casamento da Virgem, são inigualáveis, pois no primeiro, ela aparece com seis dedos numa das mãos e no segundo; São José tem seis dedos no pé.

 

            Salvador Felipe Jacinto Dali. Nasceu em Figueiras, na Catalunha em Espanha no dia 11 de maio de 1904 e faleceu na mesma localidade, na data de 23 de janeiro de 1989.

 

Ticiano (1477 - 1576 ). Pintou a Fonte do Amor e a Vênus Deitada, entre outros.

 

Vincent Van Gogh. Nasceu  em Zundert (Países baixos) no dia 30 de março de 1853, tendo falecido aos 37 anos, em virtude de sua acentuada demência psíquica, onde na ocasião deu um tiro na própria testa, agonizando ainda por dois dias.

            Suas obras famosas são: O quarto de dormir, Campos de Trigo com Corvos e o Auto Retrato.

 

As sete maravilhas do mundo antigo

Elas foram escolhidas no século II a.C pelo poeta grego Antítaper  entre obras mais apreciadas por gregos e romanos. Todas foram destruídas, exceto as pirâmides do Egito

 

1) Estátua de Zeus : A estátua de Zeus do Olímpo foi erguida em Olímpia, no Peloponesso da Grécia, pelo grande escultor Fídias em 447 a.C., em marfim e ébano, tinha de 12 a 18 metros de altura. Foi destruída por um incêndio em 475.

 

2)O Colosso de Rodes : era uma grande estátua de bronze erguida por Chares em 280 a.C. em homenagem ao deus Hélio no acesso à Ilha de Rodes que levava o mesmo nome. Destruído por um terremoto e agora está prestes a ser reconstruído. veja mais

 

 3)Templo de Artemis : foi erguido em 450 a.C por Creso, rei da Lídia, na cidade de Éfeso, na atual Turquia, o famoso templo construído em homenagem à Artemis (Diana). Levou 120 anos para ser construído e media 138m de comprimento por 71,5 de largura, com colunas de 19,5m de altura. Era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa de ébano, ouro, prata e pedra preta. Foi destruído duas vezes: a primeira em 356 a.C., num incêndio causado por um maníaco, Éróstrato; a segunda no século III pelos godos. Restaram algumas esculturas e objetos, que estão no Museu Britânico, em Londres.

 

4)O Mausoléu em Halicarnassus (túmulo do rei Mausolo):Construído em mármore em 353 a.C. após a morte do rei Mausolo sua esposa, Artemísia, resolveu construí-lo em sua homenagem em Halicarnasso, Cária, hoje Turquia. Tinha 50m de altura e terminava com uma carruagem puxada por quatro cavalos no topo de uma pirâmide com 24 degraus. Dentro havia esculturas e estátuas. Destruído por um terremoto entres os séculos XI e XV. Os restos do túmulo estão no Museu britânico, em Londres, e em Bodrum, na Turquia.

 

5)O Farol de Alexandria, no Egito, foi o precursor dos faróis modernos.Construido em mármore, com 134m de altura em 280 a.C. pelo faraó Ptolomeu II. Centenas de homens mantinham acesa uma chama no topo e mecanismos registravam a direção dos ventos e as horas. Destruído por um terremoto em 1302. No final de 1995, arqueólogos retiraram do fundo do Mediterrâneo estátuas e blocos de pedra que teriam sido partes do farol. 

 

6)Os Jardins Suspensos da Babilônia desapareceram há muito tempo. Eram seis montes de terras artificiais com grandes terraços arborizados apoiados em colunas de 25m a 100m de altura. Construído por Nabucodonosor em homenagem à sua mulher Amitis.  Neles foram plantados jardins de flores tropicais, árvores e avenidas de palmeiras. Eles eram irrigados por bombas de água do Rio Eufrátes. Não se sabe quando foram construídos.

 

 7)Sepultura dos faraós as grandes pirâmides do Egito ainda estão de pé. Foram construída entre 2650 e 2500 a.C. na planície de Gisé, a 15 km do Cairo. As mais célebres são as de Quéfren, com 136,5 m de altura , Miquerinos , com 66 m, e a grande Quéops, com 137,2m (nesta última trabalharam mais de 100 homens durante duas décadas). Excluindo as partes do Mausoléu e do templo de Artemis, elas são as únicas das sete maravilhas ainda existentes.

 

 

e) As Sete são as notas musicais

A Música

 

Som: O som é um fenômeno natural. É também um ruído em propagação.

Música: A música é o resultado de sons organizados conscientemente até torná-los arte e ciência.

 

            A dificuldade de se desenvolver uma música mais livre era por causa da precariedade da natação, que foi resolvida pelo monge  Guido D’ Arezzo (995 - 1050), adotando uma  pauta  de quatro linhas, definindo as claves de “fá e dó” para registrar a altura dos tons, dando nome às sete notas fundamentais da escala tirando-as das iniciais dum hino a São João Batista.           

                   

Original em Latim:

Tradução

UT queante laxis

  Resonare fibris

  Mira gestorum

  Famuli tuorum

  SOLve polluti

  Labii reatum

  Sancte  Ioannes.

  Para que possam

  Ressoar as maravilhas

  De teus feitos

  Com largos cantos

  Apaga os erros

  Dos lábios manchados,

  Ó São João. 

            Mais tarde o “UT”, que era a primeira nota, passou a “DÓ” e a última nota ficou “SI” de Sancte Ioannes.

 

f) As Sete  peças que formam um Tangram:

Antigo jogo chinês formado por sete polígonos (5 triângulos; 1 quadrado e 1 paralelogramo), com os quais podem ser construídas figuras variadas

Tangram

Antigo jogo chinês formado por sete polígonos (5 triângulos; 1 quadrado e 1 paralelogramo), com os quais podem ser construídas figuras variadas

História do Tangram

Não se sabe exatamente qual é a origem do Tangram, só existe a certeza de que ele é originário da China. A origem desse jogo chinês é contada por essa lenda:

"O Tangram surgiu na China e seu nome significa Tábua das Sete Sabedorias.

Conta-se que, no século XII, um monge taoísta deu ao seu discípulo um quadrado de porcelana, um rolo de papel de arroz, pincel e tintas, e disse:

 _ Vai e viaja pelo mundo. Anota tudo que vires de belo e depois volta.

A emoção da tarefa fez com que o discípulo deixasse cair o quadrado de porcelana, que se partiu em sete pedaços.

O discípulo, tentando reproduzir o quadrado, viu formar uma imensidão de figuras belas e conhecidas a partir das sete peças.

De repente percebeu que não precisaria mais correr o mundo. Tudo de belo que existia poderia ser formado pelo Tangram."

(Lenda retirada do livro "Jogos de Empresa" de Maria Rita Miranda Gramigna)

 

 

 

 

 

g) As Sete cores de um arco-íris

A luz natural é branca e ela é obtida através das misturas de sete cores que, quando se decompõe forma o que chamamos de arco - íris.

            O arco-íris, portanto, é um facho de luz branca decomposta, onde, se observarmos bem, veremos as sete cores: vermelho, laranja, azul, amarelo, verde, violeta e anil.

            Quando a luz do sol incide sobre um objeto transparente, alguns dos raios coloridos que compõem a luz são absorvidos pelo objeto, enquanto Os restantes são refletidos.

 

h) As Sete cores contidas num organograma esquemático de cores:

 

 

 

 

i) Sete são os Sacramentos Religiosos

 

Os Sete Sacramentos

 

01 02 03 04 05 06 07
Batismo Confirmação (Crisma) Confissão Eucaristia (Comunhão) Ordem Matrimônio Unção dos Enfermos

Os Sacramentos e suas significações

Situação da Vida

                Sacramentos

O que acontece quando recebemos o Sacramento

Nascemos para fé

                   Batismo

Começamos a fazer parte da grande família que é a Igreja.

Crescemos como Cristãos

     Confirmação (Crisma)

Assumimos com mais maturidade o compromisso na Igreja.

Erramos e nos arrependemos

              Confissão

Recebemos o perdão de Deus na comunidade.

Precisamos de alimentos para fé e a vida em comunidade

     Eucaristia (Comunhão)

Recebemos o corpo de Cristo unidos a todos os irmãos.

Alguém sente vocação de serviço total a Deus e ao irmão

                Ordem

O cristão se torna sacerdote a serviço da comunidade.

Homem e mulher se amam e querem se casar.

             Matrimônio

Os dois se comprometem a viver seu amor como cristãos de verdade.

Somos atingidos pela doença

       Unção dos Enfermos

A graça de Deus e o carinho da Igreja ajudam o doente que sofre,

 

 

A Ciranda dos Três “RE”

(Reduzir, Reutilizar, Reciclar)

 

Devido ao grande número de lixo produzido por uma cidade grande e a constante busca na natureza de matéria-prima, o século XX se destaca pelo seu estilo preocupativo, restabelecendo uma nova ordem, introduzindo uma neocultura, conscientizando a população para o desperdício e o impacto na natureza, criando a mania dos três “re”: reduzir, reutilizar, reciclar.

 

            Uma nova geração surge e está preocupada com o futuro, pois sabendo que o mundo tem apenas 3% de água doce, o negócio é evitar o desperdício, apertando torneiras, evitando gastos desnecessários. Energia também é poupada, além de outros, cujos custos são caros.

 

            Cada cidadão toma consciência da reutilização de materiais, que outrora desperdiçados, agora ganham formas diferentes e utilidades diversas, sendo opções variadas, como artes, decorações e versatilidades, dependendo da capacidade criativa e inventora de cada um.

 

            Dessa forma, aquela garrafinha, lata, isopor e plásticos que eram lixos e agrediam o meio ambiente, passam, nas mãos de inteligentes e criativos, a magníficas obras de artes e são reutilizadas.

            Através de conscientização, quando se descobre que para cada papel jogado fora, uma árvore é derrubada, passou-se a reciclá-lo, assim, poupa-se o vegetal, além de grande economia para o bolso.

           

Tomou-se ciência que para cada latinha de alumínio reciclada, tem-se uma economia de 5% de energia, o que equivale às 4h de televisão ligada, além de evitar a agressão à natureza, atrás da bauxita que é a matéria-prima.

 

            Por isso, não se esqueça: O que você economiza, não falta quando se precisa.

 

Sem esquecer que hoje, as pessoas inteligentes buscam procurar resolver seus problemas urbanos de forma criativa, procurando alternativas fáceis, simples e baratas, dando exemplos ao mundo de que quando se quer e se precisa, é possível, além de tudo, quando sabemos que a ameaça maior é a destruição de nosso Planeta, nosso Lar, portanto, nossas vidas. Pense nisso!

 

Trabalhando com o Transferidor

 

O Transferidor é um instrumento de desenho que serve para medir ângulos

 

            O Transferidor consiste num semicírculo dividido em 180° graus [cento e oitenta graus].

            A parte onde estão marcados os graus chama-se limbo.

            A linha reta situada na parte inferior do transferidor chama-se linha de fé.

            O ponto central no meio da linha de fé chama-se centro.

 

            Para medir um ângulo, colocamos o transferidor bem no meio de um círculo qualquer, onde a linha de base do transferidor, a chamada “linha de fé”, representa o raio do círculo, aí, então, é só seguir o limbo que deseja [ 30°, 45°, 90° etc. ] e puxar com a régua a continuidade desta até alcançar seu círculo e fazer, assim, a figura geométrica desejada.

            Vale ressaltar que o círculo é uma figura geométrica com 360° de ângulo e que apenas possui dois lados, o de dentro e o de fora.

            Partindo de um círculo podemos construir qualquer outra figura geométrica.

            Ex: Você quer fazer um pentágono, uma figura geométrica com cinco lados.

            1° - divida 360 (os graus do círculo) para 5 (o número de lados da figura) e terá um resultado de 72° que será o ângulo a traçar no seu transferidor.

 

            Veja o nome dos polígonos, de acordo com seu número de lados:

 

Triângulo

três lados

Quadrilátero

quatro lados

Pentágono

cinco lados

Hexágono

seis lados

Heptágono

sete lados

Octógono

oito lados

Eneágono

nove lados

Decágono

dez lados

Undecágono

onze lados

Duodecágono

doze lados

Pentadecágono

quinze lados

Icoságono

vinte lados

 

Polígono: É uma figura geométrica plana, constituída por segmentos de retas.  É a figura geométrica resultante do fechamento de uma linha poligonal.

 

Os elementos de uma circunferência

 

            Circunferência é uma figura geométrica formada por uma linha curva, fechada, cujos pontos são eqüidistantes (têm a mesma distância) de um ponto chamado centro.

 

            A porção limitada pela circunferência é chama círculo.

            Para traçar uma circunferência é necessário usar o compasso.

 

Seus Elementos

 

a) Centro: O ponto eqüidistante da linha da circunferência:

 

 

b) Raio: è o segmento de reta que une o centro a qualquer ponto da circunferência.

 

 

 

 

c) Diâmetro: É o segmento que passa pelo centro da circunferência dividindo a circunferência em duas partes iguais (hemisférios)

hemi = metade e sfério = esfera, círculo.

 

 

 

 

 

 

            Folclore

 

Chama-se “Folclore” o conjunto de atividades, de maneira de sentir, pensar e agir das camadas populares de uma região.

            O termo original, em inglês [folk-lore], significa “pensamento popular”, “saber vulgar”.

            Foi criado pelo estudioso inglês William John Thoms, em carta enviada à revista “The Atheneum”, publicada no dia 22 de agosto de 1846.

            Para o criador da expressão, folclore significa o conjunto das antiguidades populares “. O conceito se dirigia especialmente aos objetos de arte popular, aos artesanatos”.

            Mas, na sua famosa carta, Thoms menciona também, explicitamente, usos e costumes, cerimônias, crenças, romances, superstições, religiosidade, lendas, etc. dos tempos antigos.

            O folclore abrange, pois, uma imensidade de fatos, de maneiras de pensar, de sentimentos do povo.

 

            Costumam os autores agrupar esse universo folclórico em nada menos de oito categorias diferentes:

 

1 - Música e Dança: Como Bumba-meu-boi, Maracatu, Pastoril, Reisada, Guerreiro, Cabocolinhos, Chegança, etc.

 

2 - Linguagem: Maneiras de falar típicas de uma região, modismos, provérbios, etc.

 

3 - Usos e Costumes: trajes, meios de transportes e comidas, como vatapá, caruru, maniçoba, carne-de-sol, churrasco, etc.

 

4 - Artesanatos: confecção de redes, bordados, rendas, cestos, samburás, peneiras, chapéus de palha, panelas e bichos de barro, etc.

 

5 - Crendices e Superstições: Os maus agoros, como passar por baixo de escada, encontrar e cruzar com gato preto, sexta-feira, dia 13, os sinais como quebrar espelho (é desgraça), coceira na mão direita (é dinheiro que vai pegar), o Candomblé (baiano), a Macumba (carioca), a Umbanda (São Paulo), O Xangô (Pernambuco), o Batuque (R.G.S.), o Babacuê (Maranhão), etc.

 

6 - Festas e Jogos: As cavalgadas no Rio Grande do Sul, as vaquejadas, no Nordeste, as festas de São João, São Benedito, Santo Antônio, Círio de Nazaré, festa de Natal, carnaval, etc.

 

7 - Literatura: Os desafios ao som da viola, os abecês dos cantadores do Nordeste, que em cada verso começa com a letra do alfabeto seguindo a ordem, os versos, os testamentos lidos no sábado de aleluia, na hora da malhação do Judas, etc.

 

8 - Brinquedos Infantis: Músicas, canções, brinquedos, como: “Terezinha de Jesus”, “Atirei o Pau no Gato”, “O Cravo Brigou com a Rosa”, etc.

 

 

Reciclagem do Papel

 

 

A reciclagem do papel é bem simples, basta apanhar papeis usados e procurar cortá-los em pequenos pedaços, colocando-os de molho por, pelo menos 24h.

 

Decorrido este tempo, procure processá-lo num liquidificador, até se tornar uma pasta. Esta pasta líquida será colocado numa bacia, onde se mergulhará uma tela-crivo e, levantando-se devagar a celulose vegetal ficará presa nesta tela que será, então, deixada para escorrer, retirando o excedente de água.

 

            Após um período de no máximo uma hora, procure remover a folha de papel que se formou no crivo e ponha-o para secar ao sol, usando um prendedor de roupa.

 

            A pasta de celulose formada, após ser retirada o excesso de água, pode-se adicionar qualquer tipo de corante, através de tinta guache, quando se deseja ter uma massa ou papel colorido.

 

            Através dessa massa de celulose você pode criar qualquer tipo de arte, incluindo a essa um pouco de goma ou cola branca para se ter mais resistência, contudo, tal inclusão não será precisa, se tiver à intenção de criar pequenas peças ou máscaras.

 

            São inúmeros os materiais que se pode criar através do papel reciclado; desde um papel de carta até mesmo uma caixa para guardar coisas. Sua imaginação criará coisas inimagináveis que, além de servirem de decoração, poderão lhe trazer lucro.

 

            Se desejar criar esculturas maiores que podem servir de abajur ou vaso, você pode, então, incluir na sua massa de papel o gesso ou, se preferir algo ainda mais resistente faça o seguinte:

            Apanhe a massa de papel e misture com cimento, barro e areia e então você terá uma argamassa poderosa para criar estatuetas, vasos e abajur para usar, depois de pintado, em quartos. Ninguém dirá que foi você quem fez, acredite!

 

            Para fazer abajur, tenha um pequeno cano de cobre com roscas nas pontas para enroscar o bocal da luminária. Construa através de arame resistente um esqueleto que servirá de estrutura para sua obra. Este esqueleto de arame pode ter o formato de um animal, pessoa, etc. Vá cobrindo o esqueleto com a argamassa [massa de papel, cimento, barro, areia], criando as formas adequadas de sua arte, tendo como mastro o cano por onde passará a fiação e terá na extremidade a lâmpada. Faça uma base para o seu abajur com a mesma argamassa ou, se preferir, use um pedaço de madeira, ferro, ou coisa assim. Lembre-se a obra e sua e se valha de sua criatividade, podendo utilizar também outros materiais reciclados.  


 

Ilusão de Ótica

          

 

O que você vê não é aquilo que realmente enxerga, pois ver é o dom da visão e enxergar constitui-se em detectar detalhes e perceber diferenças através de profundos olhares.

 

            A visão de ótica representa um capítulo à parte que merece ser questionado, uma vez que isso dependa do ponto de vista de cada um.

            Imagine que estás junto com outras mil pessoas assistindo a um espetáculo, aí eu pergunto: o que você vê, todos estão vendo?

 

Relativamente, sim; absolutamente, não. Porque onde você se encontra, no espaço físico onde nenhum outro pode estar, logo, as imagens que assiste não são as mesmas que as outras 999 assistem e isso implica que cada uma está vendo de um jeito completamente diferente, porque têm ângulos de visão distintos à sua.

 

            A visão de ótica não representa uma falha no processamento das imagens no cérebro, mas sim, a construção de uma imagem mais próxima e fácil de ser interpretada pelo cérebro.

 

            Quando olhamos para algo, vemos aquilo que pensamos. Quando se olha para um prato, veremos um prato, se olharmos para um gato, veremos um gato. Isto porque já temos assimilado o significante ao significado, ou seja, a ícone (que é a imagem) para a qual miramos e dirigimos nosso olhar estará associada às formas já armazenadas em nosso cérebro, visto que já a vimos inúmeras vezes, mas se não tivéssemos visto e este está sendo a primeira vez, então miraremos tal objeto observado com mais demora, armazenando-a no nosso cérebro, guardando detalhes. Essa atitude nos deixa maravilhado, espantado e curioso, diante do novo observado, criando até tendências de atração, forcando-nos a gostar ou não do algo novo. Isso é o ponto de vista estimulado pela visão de ótica.

 

            As miragens que vemos em desertos e em estradas de rodagens são visões de óticas falsas, estimuladas pelo clima e fenômenos físicos presentes.

            Para facilitar este questionamento, apresentamos a seguir alguns desenhos e, de acordo com a perspectiva, observe atentamente para buscar ver e enxergar as figuras contidas em cada uma elas.

 

Lembre-se que ver e olhar são inferiores, pois um é conseqüência da luz; outro a ação dos órgãos. Enxergar é resultado de grande percepção e análise minuciosa, ligados ao raciocínio e à inteligência do ser.

 

 

 

 

Desse lado, estamos diante de uma celebridade que põe em cheque a questão divergente entre o VER e o ENXERGAR, pois, ver é apenas o resultado da luz sobre a retina que permite o OLHAR, função fisiológica dos órgãos chamados de olhos.

A diferença é que quando se vê em profundidade, com riqueza de detalhes que são armazenados no cérebro que permitem relembrar em uma nova leitura repleta de significados e decifrações, então, você ENXERGA e isso está ligado à cognição (à inteligência), pois muitos olham, poucos vêem, mas somente os inteligentes enxergam.

No quadro de ilusão de ótica a visão do rosto de um idoso, cujos ramos retomam o contorno de uma cabeça com cabelos em folhas cegam a possibilidade de enxergar o casal (Romeu e Julieta) que se esconde no meio num apaixonado beijo.

 

 

Este 3 em 1 (3x1) é ainda mais interessante, porque permite aguçar nossa atenção para se perceber em meio aos traços quatro rostos que revelam uma leitura entre o futuro e o passado, uma vez que se vê nitidamente  o rosto de uma moça e uma velhota e o de um rapaz.

 

 

Na imagem do Nazareno toda a via-cruzes é notada em seu rosto que nos permite perceber que toda sua vida, do nascimento ao calvário está em seu semblante.

 

 

Neste 2 em 1 (2x1) a moça e a velhota são nitidamente perceptíveis, pois os traços marcantes entre uma e outras são característicos que sugerem uma reflexão entre o presente e o futuro.

 

 

Aqui, as personagens sugerem rostos de pessoas desconfiadas, no entanto, isso é elementar, pois dependerá da forma como outra pessoa verá, uma vez que de ponta cabeça, o presente e o passado se revelam com as imagens de dois velhos rabugentos que nos permite explorar os sentimentos humanos: quem vive chateado e desconfiado, envelhece nas mesmas condições.

As pessoas que juram terem presenciado algo estreitamente macabro e inexplicável, desconhecem o poder de nosso cérebro diante de certas ocasiões e é por isso que ao olharmos para o céu azulado e observarmos as formações das nuvens, veremos silhuetas de muitas coisas, principalmente quando buscamos formas próximas daquelas já armazenadas em nosso cérebro.

 

Agora, toda vez que você achar ter visto algo, lembre-se que pode ser o cérebro lhe pregando uma peça.

 

 

Diante de toda essa explicação, procure ler a mensagem abaixo. Quero salientar que se encontra em língua portuguesa mesmo.

Para melhor ler, é preciso fechar um pouco os olhos e enxergar não o que existe, mas aquilo que não existe.

 

 
 

Arte Cinética

Trata-se daquela arte que através de efeitos de luminosidade ela se move. Em geral, as figuras feitas com lâmpadas piscando que formam imagens são exemplos de arte cinética.

 

Técnica da Pintura Esponjada

 

Consiste em preparar uma parede com uma base qualquer, sendo que a cor universal de base é o branco, mas neste caso se pode usar qualquer outra cor de fundo como base, podendo ser de um laranja; amarelo; róseo; verde claro..., contudo que seja uma cor leve e suave.

           

A esponja utilizada não pode ser sintética, daquelas utilizadas em revestimento de colchões, travesseiros, sofás e acentos. Para ter melhores e variados efeitos deve ser a esponja do mar.

 

 

Como Pintar?

 

            Tendo escolhido a  parede e aplicado a tinta de base e já seco, prepare pequenos pratos ou vasilhas similares contendo um pouco de tinta das cores escolhidas.

            2. Umedeça a esponja num pouco dessa tinta e retire o excesso.

            3. Aplique a espoja sobre a parede sempre rodando a mão e o braço , de modo que a aplicação se torne heterogênea e não uniformizada.

            4. Após a secagem vá aplicando as demais cores sempre utilizando essa mesma técnica de girar a mão e o braço que manuseia a esponja.

 

Simetria

            Simetria significa que as formas de um lado são iguais às formas do outro lado.

            A simetria é que estabelece a estética e, por sua vez, a beleza, portanto, todo trabalho, coisa ou pessoa que tiver uma certa simetria é bela, linda  ou bonita.

            A simetria pode ser real : Quando as duas metades são exatamente iguais.

            Ou aproximada: Quando as duas metades têm aparências iguais.

            Um bom exemplo pode ser feito com o espelho. Ponha-o na metade da figura e observe a parte refletida.

 

Veja exemplo de simetria:

 

 

            É válido ressaltar que a maioria das formas da natureza , como animais, e vegetais têm simetrias é por isso que transmite uma beleza exuberante.

           

Se olharmos através de um microscópio o formato de um floco de neve ou um grão de areia, ficaremos surpresos com a simetria que eles apresentam.

 

Desenho em 3D

 

Desenho em 3D são aqueles que apresentam as três faces bem definidas, como altura, largura e profundidade.

Uma letra em perspectiva, aquela que apresenta sombra, é um exemplo típico de 3D.

 

 

 TÉCNICA DE DESENHO 

TRANSFERÊNCIA SUGERIDA

Desenho à Mão-Livre

 

            Uma boa técnica para aprender a desenhar é através da chamada transferência sugerida, que consiste em enquadrar toda a figura, transferindo-a quadro a quadro, ampliando ou reduzindo. O que é simples e fácil.

 

 CÓDIGO HEME

Observe que a técnica consiste em perceber não a letra, mas o espaço que a contém e, desse modo, cria-se todo uma carta somente escrevendo através

do código. Isso permite com que o aluno faça treino de observação e leitura de código que pode ser muito útil para desenvolver a atenção e a concentração.

 

 

Contar com apenas uma das mãos agora é possível, basta aprender o código que segue abaixo e se divirta transmitindo numerais e algarismos, inclusive números de telefone e idade aos amigos.

 

 

 

 Responsável prof. Heraldo Meirelles (heraldo@professorparaense.com)